Goleiro Bruno aguarda decisão por habeas corpus e pode voltar ao Flamengo em breve
Dirigente do Fla abre portas para Bruno reativar contrato e aguarda 'ok' da Justiça
Pedro Ivo AlmeidaDo UOL, no Rio de Janeiro
"Diante dessa possibilidade dele ser solto, vamos analisar com calma. E, se ele quiser, vamos recebê-lo. Jamais podemos fechar a porta nesse caso. Ele teve o contrato suspenso, mas podemos muito bem reativar", disse Rafael De Piro, explicando ainda quais são as restrições judiciais que precisam ser esclarecidas para que Bruno volte ao Flamengo.
"Vamos sentar e ter toda boa vontade para ter o retorno, mas precisamos entender como será essa liberdade. Temos que saber se ele poderá se ausentar da comarca onde está sendo julgado [Minas Gerais] e se poderá dormir fora de casa durante esse período", esclareceu o vice jurídico do clube carioca.
Questionado sobre as reais possibilidades da Justiça dar um parecer favorável a Bruno, o advogado do Flamengo se mostrou otimista. "É bem possível que tenhamos essa autorização. Por todo o apelo do caso, creio que a Justiça possa liberar ele dessas restrições de comarca. Além disso, não vejo muitos motivos para ele continuar preso. Vamos ver o que o STF vai decidir de maneira oficial nos próximos dias", opinou De Piro.
AVAL DO FLAMENGO
Jamais
podemos fechar a porta nesse caso. Ele teve o contrato suspenso, mas
podemos muito bem reativar. É bem possível que tenhamos essa
autorização. Além disso, não vejo muitos motivos para ele continuar
preso
Rafael De Piro, vice presidente jurídico do Flamengo, considerando o retorno de Bruno
Pimenta ainda defende a tese de que Bruno tem bons antecedentes e não apresenta risco de fugir. Como parte do processo para conseguir a liberdade de seu cliente, o advogado fez questão de entregar o passaporte do jogador ao Supremo Tribunal Federal.
O crime
Bruno é acusado de participar do sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, sua ex-amante, com quem teve um filho. Desaparecida desde 2010, seu corpo até hoje não foi encontrado pela polícia.
Das dez pessoas envolvidas, outras cinco também foram denunciadas pela Justiça de Minas Gerais, na Comarca de Contagem, por homicídio triplamente qualificado. A pena máxima em caso de condenação pode chegar a 30 anos de reclusão. Dos denunciados, apenas Bruno, o amigo Macarrão (Luis Henrique Romão) e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, permanecem presos, desde 2010. Os demais aguardam o julgamento em liberdade.
Goleiro Bruno















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